Bem- estar e Movimento

Bem- estar e Movimento

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Dicas para uma Parentalidade sem Dor

Os meses que se seguem após o nascimento de um bebé são dos momentos mais recompensadores mas também dos mais desafiantes, tanto a nível psicológico quanto físico.

O Fisioterapeuta pode ajudar os pais a evitar a dor e algumas lesões que ocorrem durante a gravidez e o parto; pode, ainda ajudar, após o parto, quando os pais estão mais focados na saúde dos seus recém-nascidos do que na sua própria saúde. Apesar de os pais serem encorajados a procurar o Fisioterapeuta para prevenção e/ou tratamento, os seguintes conselhos poderão ajudar numa parentalidade sem dor.  



Dicas para Transportar/Suportar o Bebé

Para transportar/suportar o bebé deverá coloca-lo na região central do tronco, o mais perto possível do corpo, usando sempre os 2 braços. Evite, por exemplo, segurar uma caneca ou falar ao telefone enquanto transporta/suporta o bebé. 

Transportar o bebé perto do corpo ajuda a manter o centro de equilíbrio e reduzir a tensão a nível das costas.

Como transportar/suportar o bebé adequadamente, exemplos



Dicas sobre Dobrar e Levantar

Quando levanta o bebé, do berço ou carrinho, coloque-se mesmo à sua frente de forma a evitar “torcer” as costas. É importante que se dobre a nível da região da anca e nunca a nível da região lombar; isto resulta numa posição semelhante a um agachamento. De seguida, estão descritos os passos para um correto levantar do bebé do berço:

1. Coloque-se perto do berço e mesmo ao lado do local onde está o bebé para evitar “torcer” as costas (FIGURA 1).
2. Coloque os pés afastados à largura dos ombros. Dobre ligeiramente os joelhos. Pode colocar um pé em frente do outro ou colocar o pé sobre um degrau para prevenir a tensão na região das costas (FIGURA 1).
3. Dobre os joelhos e ancas em vez das costas. Dobre até sentir que consegue agarrar de forma segura o seu bebé (FIGURA 1).
4. Expire à medida que levanta o seu bebé, agarrando-o com os 2 braços. Traga-o para perto do seu tronco (FIGURA 2).
5. Estique os joelhos e anca até estar totalmente de pé (FIGURA 3).




6. Não se esqueça de manter o seu bebé o mais próximo do seu tronco quando o transporta.

Como levantar o bebé do berço

Para voltar a colocar o bebé no berço use a mesma técnica. Lembre-se sempre de colocar o bebé o mais perto possível do seu tronco. Se não for possível baixar as grades do berço, coloque um degrau ao lado e utilize-o para por um dos pés. Isto permitirá reduzir a tensão na coluna quando se dobra e levanta.

Levantar o Bebé do carrinho (FIGURA 4) é semelhante a levantar o bebé do berço. Assegure-se que tem o carrinho travado e que pousa todos os sacos/objetos de forma a deixar as duas mãos livres para levantar o seu bebé. Depois siga as mesmas instruções para levantar o bebé do berço.

Como levantar o bebé do carrinho



Dicas sobre o Carrinho de Bebé

Procure um carrinho que esteja adaptado à sua altura e promova um passo confortável.
Geralmente, os pais empurram o carrinho curvando-se sobre o mesmo, bloqueando os cotovelos e dobrando os punhos para trás. Em vez disto tente:

- Manter a cabeça e queixo para cima (olhar em frente) e as orelhas ao nível dos ombros;
- Manter os ombros para baixo e para trás; Permanecer o mais perto do carrinho possível;
- Manter os braços ligeiramente dobrados; não bloqueados;
- Manter os punhos direitos quando agarra as pegas;








- Utilize todo o corpo e não apenas os braços em todos os movimentos. 

Transportar o bebé no carrinho



Dicas sobre como Levantar o bebé no transportador

Tal como nos anteriores, tente não carregar mais nada quando levanta o seu bebé no transportador. Depois siga os seguintes passos:

1. Coloque-se na frente do transportador de forma a evitar “torcer” as costas (FIGURA 1).
2. Afaste os pés à largura dos ombros e dobre ligeiramente os joelhos. Pode colocar um pé à frente do outro (FIGURA 1).
3. Dobre os joelhos e anca, nunca as costas. Dobre em direção ao transportador até que sinta ter uma pega adequada para levantar o transportador (FIGURA 1).
4. Coloque o transportador perto do seu corpo (FIGURA 2).
5. Coloque as mãos em cada extremidade do assento, como se transportasse um cesto de roupa. Tente não levantar o transportador usando a pega central (FIGURA 3).
6. Expire à medida que levanta o transportador (FIGURA 3).
7. Se precisar de rodar, rode todo o corpo usando os pés. Não rode as costas (Figura 4).
Quando precisar de pousar o transportador use a mesma técnica.

Como transportar o bebé



Dicas na hora de Mudar a Fralda

O local onde muda a fralda ao seu bebé deverá estar adaptado à sua altura.

Este local deverá estar, em altura, à frente e ligeiramente abaixo dos seus cotovelos.
Outras dicas: Colocar todos os materiais utilizados na muda de fraldas ao alcance do braço (por exemplo, em gavetas diretamente abaixo da área de troca); Colocar uma das pernas sobre um banquinho (o que poderá ajudar a diminuir a tensão nas costas).

Este posicionamento ajuda a evitar o “dobrar à frente” e/ou torção a nível da coluna, posições que poderão provocar lesões a nível da coluna vertebral. 

Mudar a fralda, exemplos de posições correta e incorreta 



Referências:
Van Kampen, M., Devoogdt, N., De Groef, A., Gielen, A., Geraerts, I. (2015) The efficacy of physiotherapy for the prevention and treatment of prenatal symptoms: a systematic review. – Abstract.

Bishop, A., Holden, A., Ogollah, R.O., Foster, N.E. (2016) Current management of pregnancy-related low back pain: anational cross-sectional survey of UK physiotherapists. Physiotherapy 102. 78–85.

Liddle, S.D., Pennick, V. (2015) Interventions for preventing and treating low-back and pelvic pain during pregnancy. Cochrane Database of Systematic Reviews. Issue 9.

Hall, H., Cramer, H., Sundberg, T., Ward, L. et al. (2015) The effectiveness of complementary manual therapies for pregnancy-related back and pelvic pain - A systematic review with meta-analysis. Medicine. 95:38.

APTA. http://www.moveforwardpt.com/Parents. 27/3/2017. 16h00

quarta-feira, 29 de março de 2017

Quedas – O que são?
As quedas representam um dos maiores problemas clínicos em idosos com idade superior a 65 anos, afetando 30 a 40% dos que vivem em comunidade e 50% dos que vivem em lares/residências sénior (Gillespie et al., 2015; Barban et al., 2017).

As quedas podem ter sérias consequências como fraturas (cerca de 10% dos casos) ou lesões a nível da cabeça. Estas consequências poderão reduzir a mobilidade, independência e a qualidade de vida do indivíduo (Gillespie et al., 2015; Barban et al., 2007).

O risco de queda aumenta com o número de fatores de risco, ou seja, quanto mais fatores de risco maior o risco de queda. Os fatores de risco incluem:
- Quedas anteriores;
- Fraqueza muscular a nível das pernas;
- Problemas de equilíbrio e na marcha;
- Problemas visuais (cataratas e outros);
- Artrite;
- Depressão;
- Problemas cognitivos;
- Medicamentos psicotrópicos;
- Arritmia;
- Acasos no domicílio (tapetes/carpetes, líquidos derramados no chão, animais de estimação em redor dos pés) (Kim et al., 2017; APTA, 2017; Sherrington et al., 2008; Lord et al., 2010).






Quedas – Que Intervenção?
Se tem medo de cair ou se caiu recentemente, o Fisioterapeuta poderá realizar uma pequena avaliação do seu risco de queda. Esta avaliação poderá incluir:
- Revisão da história médica e dos medicamentos que toma;
- Avaliação das condições de segurança no domicílio;
- Medição do ritmo cardíaco e da tensão arterial;
- Avaliação da força muscular das pernas;
- Avaliação do equilíbrio.

Com base nos resultados da avaliação será feito um programa de exercícios para melhorar o equilíbrio e força muscular. Estudos científicos mostram que programas de exercícios, que incluam exercícios de fortalecimento e de equilíbrio, em casa ou em grupo, reduzem as quedas e o risco de queda (Gillespie et al., 2015; Kim et al., 2017; APTA, 2017; El-Khoury et al., 2015; Sherrington et al., 2008).

Resumidamente, o programa poderá incluir:
- Treino de equilíbrio (exercícios que desafiam a capacidade para manter o equilíbrio incluindo, por exemplo, exercícios em apoio sobre um pé e outros);
- Andar com supervisão (pessoas que andam mais lentamente ou são mais instáveis apresentam maior risco de queda; poderão ser recomendadas atividades como: percursos com obstáculos e outros);
- Fazer mais do que uma atividade em simultâneo (exercícios que incluam 2 atividades ao mesmo tempo, por exemplo, manter a velocidade a andar enquanto conta para trás, mantém uma conversa, carrega um saco de compras ou outros);
- Treino de força (focado no fortalecimento das pernas e dos músculos importantes para o equilíbrio);
- Controlar o medo de queda (se tem receio de cair deve alertar o Fisioterapeuta; desta forma o Fisioterapeuta ajudá-lo-á a perceber se os seus medos são ou não infundados e/ou que atividades deverão ser feitas para melhorar a força e ajudar o equilíbrio);
- Avaliação das condições de segurança em casa (retirar tapetes/carpetes onde possa tropeçar, ter o espaço mais aberto e outros) (Gillespie et al., 2015; Kim et al., 2017; El-Khoury et al., 2015; Barban et al., 2017; APTA, 2017; Sherrington et al., 2008; Studenski et al., 2011).

Exemplos de exercícios que poderão ser recomendados



Prevenção de quedas - alguns conselhos


Referências:
Gillespie, LD., Robertson, MC., Gillespie, WJ., Sherrington, C., Gates, S. et al. (2015) Interventions for preventing falls in older people living in the community. Cochrane Database of Systematic Reviews 2012, Issue 9. 1- 299.

El-Khoury, F., Cassou, B., Latouche, A., Aegerter, P. et al. (2015) Effectiveness of two year balance training programme on prevention of fall induced injuries in at risk women aged 75-85 living in community: Ossébo randomised controlled trial. BMJ. 351:h3830.

Barban, F., Annicchiarico, R., Melideo, M., Federici, A. (2017) Reducing Fall Risk with Combined Motor and Cognitive Training in Elderly Fallers. Brain Sci. 1-14.
Kim, K., Jung, HK., Kim, C., Kim, S. et al. (2017) Evidence-based guidelines for fall prevention in Korea. Korean J Intern Med.32:199-210.

Sherrington, C., Tiedemann, A., Fairhall, N., Close, J., Lord, S. (2011) Exercise to prevent falls in older adults: an updated meta-analysis and best practice recommendations. NSW Public Health Bulletin. Vol. 22(3–4).

Hill, AM., Etherton-Beer, C., McPhail, SM., Morris, ME. (2017) Reducing falls after hospital discharge: a protocol for a randomised controlled trial evaluating an individualised multimodal falls education programme for older adults. BMJ. 1-9.

Studenski, S., Perera, S., Patel, K., et al. (2011) Gait speed and survival in older adults. JAMA. 305:50–58.

Sherrington, C., Whitney, JC., Lord, SR., et al. (2008) Effective exercise for the prevention of falls: a systematic review and meta-analysis. J Am Geriatr Soc. 56:2234–2243.

Lord, SR., Smith, ST., Menant, JC. (2010) Vision and falls in older people: risk factors and intervention strategies. Clin Geriatr Med. 26:569–581.

Granacher, U., Gollhofer, A., Hortoba´gyi, T., Kressig, R. et al. (2013) The Importance of Trunk Muscle Strength for Balance, Functional Performance, and Fall Prevention in Seniors: A Systematic Review. Sports Med. 43:627–641.

quarta-feira, 22 de março de 2017


Tendinopatia do Bicípite – O que é? 

O músculo Bicípite Braquial é formado por 2 partes: a Longa Porção e a Curta Porção. Em casos de Tendinopatia do Bicípite, a Longa Porção é a mais afetada. Este músculo tem origem na escápula, descendendo ao longo do braço para se inserir no rádio; a Longa Porção do Bicípite faz parte da cápsula articular do ombro, que é envolvida por numerosas estruturas, incluindo a coifa dos rotadores (Churgay, 2009; APTA, 2017).

Bicípite - Anatomia

A Tendinopatia do Bicípite ocorre quando forças excessivas e anormais são aplicadas ao longo do tendão; estas forças podem incluir: tensão, compressão ou fricção. Alguns fatores que poderão contribuir para esta condição são:
- A realização de atividades repetitivas, com as mãos, acima da cabeça;
- A fraqueza dos músculos da coifa dos rotadores e do tronco superior;
- O encurtamento a nível da articulação e músculos do ombro;
- A fraca noção de mecânica corporal (isto é, noção de como controlar o corpo aquando do movimento);
- O aumento abrupto na rotina de exercício;
- As alterações corporais relacionadas com a idade;
- Outros.
Atualmente, estudos demonstram que a dor, nestes casos, estará mais associada a processos degenerativos dos tecidos do que propriamente à inflamação (Streit et al., 2015; Mellano et al., 2017; APTA, 2017).



Tendinopatia do Bicípite – Quais os Sintomas?

Pacientes com Tendinopatia do Bicípite geralmente referem:
- Dor na região anterior do ombro que poderá irradiar para o pescoço ou mesmo para a mão;
- Dor nos movimentos acima da cabeça (atirar ou levantar objetos pode exacerbar a dor);
- Dor à noite especialmente quando dormem sobre o lado afetado;
- Fraqueza dos músculos do ombro (sobretudo quando levantam ou carregam objetos acima da cabeça);
- Sensação de instabilidade na região anterior do ombro quando realizam movimentos (Churgay, 2009; Mellano et al., 2017; APTA, 2017).

Tendinopatia do  Bicípite - Região de dor



Tendinopatia do Bicípite – Que Intervenção?

O plano de intervenção, nestes casos, poderá incluir:
- Terapia manual (utilizando, por exemplo, técnicas de mobilização, alongamento e fortalecimento muscular);
- Controlo de dor (utilizando frio/quente para aliviar a dor);
- Exercícios de alongamento (para a escápula, coifa dos rotadores e cápsula posterior para ganhar amplitude de movimento normal sem dor e rigidez; também poderão ser acrescentados exercícios de alongamento para os hamstrings e região lombar);
- Fortalecimento muscular (os músculos do tronco superior e do ombro trabalham em conjunto para permitir um movimento coordenado do membro superior; como a articulação do ombro é muito móvel torna-se fundamental que todos os músculos em redor trabalhem eficientemente de forma evitar stress desnecessário na articulação);
- Treino funcional (movimento impróprios podem, ao longo do tempo, causar dor; o Fisioterapeuta detetará e corrigirá movimentos incorretos de forma manter o ombro sem dor) (Churgay, 2009; APTA, 2017).

Exemplos de exercícios que poderão ser recomendados pelo Fisioterapeuta




Tendinopatia do Bicípite – Pode ser prevenida?

Algumas dicas para prevenir esta condição poderão ser:
- Evitar atividades repetitivas realizadas acima da cabeça que possam provocar dor no ombro. Caso não tenha alternativa certifique-se de que deixa tempo suficiente para descansar o ombro;
- Verificar a sua postura (o ombro, pescoço e costas estão em risco de lesão quando mantidos numa posição impropria por longos períodos de tempo);
- Evitar levantar ou transportar objetos pesados longe do corpo. Mantenha os objetos perto do corpo e use, quando possível, as 2 mãos.
- Realizar exercícios de fortalecimento para os músculos da coifa dos rotadores regularmente;



- Consultar o Fisioterapeuta se os sintomas estiverem a piorar apesar do descanso (APTA, 2017).

Exemplos de medidas de prevenção





Referências:
Streit, J., Shishani, Y., Rodgers, M., Gobezie, R. (2015) Tendinopathy of the long head of the biceps tendon: histopathologic analysis of the extra-articular biceps tendon and tenosynovium. Journal of Sports Medicine. 6. 63-70.

Churgay, C. (2009). Diagnosis and Treatment of Biceps Tendinitis and Tendinosis. American Family Physician. 80:5. 470-475.

Madison (2014). Rehabilitation Guidelines for Biceps Tenodesis. Science Drive. 621-671.

Mellano, C., Verma, N., Shin, J. Decision Support in Medicine. J Am Acad Orthop Surg. http://www.mdedge.com/amjorthopedics/dsm/12093/shoulder-elbow/long-head-biceps-tendon-disorders-tendinopathy-and-proximal. 14/03/2017. 16h00.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Fraturas de Stress do Membro Inferior (MI) – O que são?

As fraturas de stress são pequenas microfraturas que ocorrem no osso. Estão, geralmente, relacionadas com atividades repetitivas que implicam impacto ósseo; estes impactos provocam alterações no processo de remodelação óssea (APTA, 2017; Patel et al., 2010).

Como fatores intrínsecos, relacionados com fraturas de stress, temos: pé cavo, discrepâncias no comprimento dos membros inferiores, osteopenia/osteoporose, pobre aporte sanguíneo à região e níveis hormonais anormais. Quanto a fatores extrínsecos temos: tipo de atividade, regime de treino excessivo, calçado desadequado, técnica inapropriada, tipo de superfície de treino e privação de sono (Mayer et al., 2013).

As regiões, do pé e tornozelo, que apresentam maior risco de fratura de stress são: maléolo medial (tíbia), tálus, navicular, base do 5º metatarso e osso sesamoide (Mayer et al., 2013).

Ossos do pé e tornozelo 



Fraturas de Stress do MI – Quais os sintomas?

As fraturas de stress são caraterizadas por uma dor aguda num ponto ósseo específico. Nestes casos, o indivíduo poderá experienciar dor durante e após a atividade (andar, correr, saltar) e inchaço sem hematoma na região (APTA, 2017; Patel et al., 2010).

Fraturas de Stress



Fraturas de Stress do MI – Que intervenção?

Dependendo da lesão, o tempo de recuperação para fraturas de stress pode variar de 4 a 12 semanas. O tratamento deverá ser iniciado assim que se suspeita de lesão; inicialmente deverá incluir redução da atividade para níveis sem dor (APTA, 2017; Patel et al., 2010).

Há medida que recupera, o Fisioterapeuta recomendará um plano de intervenção adequado, seguro e efetivo e que poderá incluir: exercícios para melhorar a amplitude de movimento (uma vez que estes poderão estar afetados pelo tempo que esteve mais imóvel), exercícios de fortalecimento (pois inatividade a curto prazo enfraquece os músculos das pernas), exercícios para treinar o equilíbrio (exercícios que ajudam os músculos a “aprenderem” a responder a situações como superfícies instáveis/desiguais, quando for possível realizar os exercícios com o peso sobre o membro inferior afetado) e treino funcional (isto é, quando for capaz de andar sem dor o Fisioterapeuta poderá começar a introduzir no plano de tratamento atividades preparatórias - por exemplo, o saltitar, jogging leve – para que o paciente volte às atividades antes da lesão) (APTA, 2017; Patel et al., 2010).

Exemplos de Exercícios que poderão ser recomendados 



Fraturas de Stress do MI – Pode ser prevenida?

Não existem métodos garantidos para a prevenção desta lesão. Existem no entanto fatores de risco associados a esta condição como: o consumo de mais de 10 bebidas alcoólicas por semana, a realização de atividade física excessiva com períodos de descanso insuficientes, a tríada da atleta feminina (amenorreia, osteoporose e distúrbios alimentares), ser do sexo feminino, apresentar baixos níveis de vitamina D, fumar, aumentar subitamente a atividade física e correr mais de 40 kms por semana. Desta forma, a prevenção focar-se-á na modificação deste fatores de risco através, por exemplo, da modificação da atividade, assegurando descanso adequado entre treinos, tomar suplementos alimentares de cálcio e vitamina D, ponderar a utilização de sapatos que absorvam o choque e outros (APTA, 2017; Patel et al., 2010).

Métodos de prevenção



Referências:
Brewer, R., Gregory, A. (2012) Chronic lower leg pain in athletes: a guide for the differential diagnosis, evaluation, and treatment. Sports Health. 4(2):121-127. 

Patel, S., Roth, M., Kapil, N. (2011) Stress fractures: diagnosis, treatment, and prevention. Am Fam Physician. 83(1):39-46. 

Reinking, M., Austin, T., Bennett, J., Hayes, A., Mitchell, W. (2015). Lower extremity overuse bone injury risk factors in collegiate athletes: a pilot study. The International Journal of Sports Physical Therapy. 10(2):155 – 167.

Mayer, S., Joyner, P., Almekinders, L., Parekh, S. (2013). Stress Fractures of the Foot and Ankle in Athletes. Sports Health. 6(6): 481-491.

APTA. http://www.moveforwardpt.com/symptomsconditionsdetail. 6/03/2017. 16:00.